Como dar entrada na aposentadoria por idade: acesse o Meu INSS, escolha “Novo pedido”, pesquise por “Aposentadoria por Idade Urbana”, confira seus dados e anexe os documentos necessários. Antes de protocolar, revise o CNIS: vínculos ausentes, contribuições abaixo do mínimo, datas incorretas e indicadores pendentes podem alterar o direito ou o valor.
O pedido é digital e, em regra, não exige ida inicial a uma agência. Isso não torna a análise automática nem dispensa prova. Idade, filiação antes ou depois da reforma de 2019, carência e tempo de contribuição definem a regra aplicável. Este roteiro mostra os requisitos atuais, a preparação documental, o protocolo e o acompanhamento de exigências.

Etapas para pedir aposentadoria por idade
- confirmar idade, carência e tempo;
- revisar o CNIS antes do pedido;
- separar documentos de cada período;
- protocolar no Meu INSS;
- acompanhar e cumprir exigências;
- entender decisão, recurso e novo pedido;
- resolver dúvidas frequentes.
Quem pode pedir aposentadoria por idade em 2026?
Na regra de transição para quem já era filiado ao RGPS até 13 de novembro de 2019, a aposentadoria por idade urbana exige 62 anos para a mulher e 65 para o homem, além de 15 anos de contribuição e carência de 180 contribuições mensais. A idade feminina chegou a 62 anos em 2023 e permanece nesse patamar.
Para quem ingressou no RGPS a partir de 14 de novembro de 2019, aplica-se a aposentadoria programada: 62 anos e 15 anos de contribuição para a mulher; 65 anos e 20 anos para o homem, enquanto não houver disciplina legal diferente. A base está nos artigos 18 e 19 da Emenda Constitucional 103/2019.
Quem completou todos os requisitos antes da reforma pode ter direito adquirido às regras anteriores, que previam 60 anos para a mulher, 65 para o homem e 180 meses de carência, ressalvadas hipóteses específicas. Segurados inscritos antes de 25 de julho de 1991 também podem ter carência reduzida conforme a tabela legal, dependendo do ano em que atingiram a idade.
| Grupo | Mulher | Homem | Contribuição/carência |
|---|---|---|---|
| Direito adquirido até 13/11/2019 | 60 anos | 65 anos | em regra, 180 meses de carência |
| Filiado até 13/11/2019, transição | 62 anos | 65 anos | 15 anos e 180 contribuições |
| Novo filiado após a reforma | 62 anos | 65 anos | 15 anos para mulher e 20 para homem |
Idade não basta. Tempo de contribuição e carência não são conceitos idênticos em todas as situações. Pagamento em atraso, contribuição abaixo do mínimo, período rural, serviço público, atividade especial e benefício por incapacidade podem exigir tratamento técnico. Confira também as regras de aposentadoria por idade antes de escolher o serviço.
Por que revisar o CNIS antes de dar entrada?
O Cadastro Nacional de Informações Sociais reúne vínculos, remunerações e contribuições usados pelo INSS. A simulação do Meu INSS consulta essa base, mas é apenas estimativa. O próprio Instituto esclarece que o requerimento passa por análise e pode exigir documentos para comprovar períodos que não aparecem ou contêm inconsistências.
Baixe o “Extrato de Contribuição (CNIS)” e compare linha por linha com carteiras de trabalho, holerites, carnês e contratos. Indicadores ou abreviações no extrato merecem conferência. Não exclua um período só porque a simulação ignorou: primeiro identifique a razão e a prova disponível.
- Confira nome, CPF, NIT/PIS e data de nascimento.
- Compare todas as datas de admissão e saída.
- Localize vínculos sem remuneração.
- Verifique contribuições pagas em atraso.
- Identifique recolhimentos abaixo do salário mínimo.
- Separe períodos rurais, especiais e de serviço público.
- Cheque benefícios por incapacidade intercalados com contribuição.
- Compare o tempo do CNIS com seus documentos.
- Faça a simulação, mas não a trate como decisão.
- Decida se precisa corrigir a base ou anexar prova ao pedido.
A página oficial sobre documentos de tempo de contribuição explica que dados do CNIS valem como prova quando não apresentam marca de erro. Quando existe lacuna ou divergência, o segurado deve apresentar documentação capaz de incluir, alterar ou excluir a informação.

Quais documentos separar?
Tenha documento de identificação com foto, CPF e comprovante dos dados cadastrais. Para os períodos contributivos, reúna CTPS física e digital, carnês e guias, certidão de tempo de contribuição, contratos, recibos e outros registros correspondentes. Se houver representante, inclua procuração ou termo de representação e documentos do procurador.
Não envie centenas de páginas desorganizadas. Dê nomes claros aos arquivos, mantenha páginas completas e legíveis e agrupe por tipo ou período. Fotografia escura, documento cortado e CTPS sem a página de identificação podem levar a exigência. Preserve os originais mesmo depois do protocolo.
| Situação | Prova inicial | Risco a conferir |
|---|---|---|
| Emprego formal | CTPS, holerites e rescisão | vínculo ou salário ausente no CNIS |
| Contribuinte individual | GPS, comprovantes e atividade | código ou pagamento em atraso |
| Serviço público | CTC válida | tempo usado em outro regime |
| Atividade rural | autodeclaração e documentos materiais | categoria e período não comprovados |
| Atividade especial | PPP e laudos cabíveis | formulário incompleto ou extemporâneo |
| Cadastro divergente | documentos civis | NIT duplicado ou dados diferentes |
Se o caso envolve atividade rural, exposição nociva ou pessoa com deficiência, talvez o benefício correto seja outro e tenha requisitos próprios. Protocolar o serviço errado pode alongar a análise ou limitar a prova. A classificação deve refletir a trajetória real, não apenas a opção mais fácil de encontrar no aplicativo.
Como dar entrada pelo Meu INSS
O INSS orienta oficialmente que o pedido seja feito a distância. Acesse o site ou aplicativo Meu INSS com a conta gov.br. No campo de busca, digite “idade” e selecione a aposentadoria por idade urbana. Leia a descrição antes de avançar.
- Entre no Meu INSS com CPF e senha gov.br.
- Atualize telefone, e-mail e endereço.
- Escolha “Novo pedido”.
- Pesquise por “Aposentadoria por Idade Urbana”.
- Confirme seus dados e responda às perguntas.
- Revise vínculos e períodos apresentados.
- Anexe documentos legíveis nos campos adequados.
- Inclua uma explicação objetiva para divergências relevantes.
- Confira todas as informações antes de enviar.
- Salve o protocolo e a cópia dos anexos.
Não altere respostas apenas para o sistema permitir avanço. Informações sobre atividade rural, trabalho no exterior, serviço público, deficiência, representação e recebimento de outros benefícios podem mudar a análise. Se uma pergunta não corresponde à sua situação, registre o problema e procure orientação antes do envio.
A data do protocolo pode influenciar o início do benefício e os atrasados, mas pedir cedo demais também pode resultar em indeferimento. Planejamento envolve comparar regras, corrigir prova e avaliar o momento de entrada. Não se limite a verificar se o aplicativo mostra um botão disponível.
Também confira o cálculo provável. Nas regras posteriores à reforma, o valor parte da média dos salários de contribuição e aplica percentual conforme o tempo reconhecido, observados piso, teto e particularidades. Contribuir por mais alguns meses pode alterar tanto o requisito quanto a renda, mas não há ganho automático em adiar. Compare cenários com dados reais e considere a possibilidade de direito adquirido a regra mais vantajosa.
Ao decidir o momento de requerer a aposentadoria por idade, registre por escrito a regra escolhida e os períodos que sustentam o direito. Se houver tempo que o sistema não computou, indique-o de forma clara e relacione cada alegação ao documento correspondente. Uma petição administrativa simples pode funcionar como índice: período, categoria, problema no CNIS, prova anexada e providência pedida. Isso facilita a leitura e reduz o risco de um vínculo importante ficar perdido entre arquivos sem identificação.
Faça ainda uma cópia local de tudo o que foi enviado, inclusive telas finais, protocolo e relação de anexos. O processo eletrônico pode exibir nomes abreviados, e recuperar depois exatamente a versão protocolada é importante para responder a exigência ou questionar decisão. Se o arquivo excede o limite do sistema, divida-o por ordem lógica, sem remover páginas essenciais nem reduzir a resolução a ponto de tornar carimbos e datas ilegíveis.

Como acompanhar e cumprir uma exigência
Depois do envio, acesse “Consultar Pedidos”. Leia cada atualização e mantenha telefone e e-mail corretos. O INSS pode emitir exigência para complementar prova. O texto deve indicar o que falta e o prazo para responder. Abra o requerimento completo; uma notificação resumida no celular pode não mostrar todos os detalhes.
Responda exatamente ao ponto, com arquivos legíveis e uma descrição curta. Se o documento não existe, não ignore a exigência: explique a situação e apresente provas alternativas juridicamente úteis. Pedir prorrogação ou atendimento presencial pode ser possível conforme o caso e as opções do serviço.
Guarde a confirmação do envio. Se o sistema falhar, registre tela, horário e tentativa. A Central 135 pode orientar sobre canal e agendamento, mas não substitui a análise do mérito. Nunca entregue senha gov.br a terceiros; representação deve usar os mecanismos formais.
E se o pedido for negado?
Baixe a decisão e o processo administrativo. Identifique o fundamento: idade, carência, tempo, contribuição não validada, ausência de documento ou escolha incorreta do benefício. Sem esse diagnóstico, recurso, novo pedido ou ação judicial podem repetir o mesmo problema.
O recurso administrativo possui prazo indicado na decisão e deve atacar os motivos do indeferimento com prova. Um novo pedido pode ser mais adequado quando o requisito só foi completado depois ou a documentação mudou. A via judicial pode discutir erro de análise ou direito não reconhecido, mas exige estratégia e delimitação.
Se o benefício foi concedido, confira carta de concessão, memória de cálculo, data de início, tempo reconhecido e salários usados. Receber a primeira parcela ou sacar valores pode afetar a possibilidade de desistência. Divergência deve ser avaliada antes de uma decisão irreversível; veja também como pedir revisão da aposentadoria.
Perguntas frequentes sobre o pedido
Preciso ir a uma agência do INSS?
Em regra, não. O pedido é feito a distância pelo Meu INSS. Comparecimento presencial pode ser solicitado quando uma informação não puder ser comprovada remotamente ou houver necessidade específica.
A simulação garante a aposentadoria?
Não. A simulação usa dados do CNIS e oferece estimativa. No requerimento, o INSS analisa vínculos, contribuições e documentos e pode desconsiderar ou reconhecer períodos de modo diferente.
Homem sempre precisa de 20 anos?
Não. Na transição para filiados até 13/11/2019, são 15 anos. O requisito de 20 anos alcança, em regra, o homem que ingressou no RGPS após a reforma.
Posso pedir com contribuição faltando no CNIS?
Pode anexar prova e pedir reconhecimento, mas a estratégia depende da origem da lacuna. Período empregado, contribuição individual e serviço público exigem documentos e tratamentos diferentes.
Outra pessoa pode fazer o pedido?
Sim, por procuração ou representação legal adequada. O INSS solicita documentos do interessado e do representante. Não compartilhe senha pessoal como substituto informal da representação.
Protocole somente depois de revisar a base
Saber como dar entrada na aposentadoria por idade inclui mais do que navegar no aplicativo. Confirme sua regra, revise o CNIS, reúna a prova de cada período e acompanhe as exigências. A data e a qualidade do pedido podem afetar concessão, valor e atrasados.
A equipe previdenciária do Vieira Braga Advogados pode revisar o histórico, identificar pendências e estruturar o protocolo ou a resposta a um indeferimento. A análise individual é especialmente importante quando existem períodos rurais, especiais, públicos, contribuições em atraso ou mais de uma regra possível.




