Quando cabe ação de revisão ou rescisão de contrato imobiliário?

Saber o momento certo para pedir uma ação de revisão de contrato imobiliário ou uma rescisão de contrato imobiliário é muito importante. Isso ajuda a proteger os direitos de todos e manter o acordo justo. Quando não pagam o que devem ou quando o tamanho do imóvel está errado, é hora de agir.

Segundo o Superior Tribunal de Justiça, é possível terminar um contrato fora da justiça em algumas situações. Isso deve ser feito respeitando a vontade das pessoas e com pouca interferência do governo. É assim que o direito imobiliário e as leis de imóveis são aplicados.

revisão e rescisão de contrato

Principais pontos

  • Inadimplências significativas podem motivar a rescisão de contrato imobiliário.
  • Diferenças substanciais na área do imóvel podem justificar a revisão contratual.
  • Decisões recentes do STJ permitem a resolução contratual de forma extrajudicial.
  • Ação revisional de aluguel pode ser solicitada após três anos de vigência do contrato.
  • Provas de desproporcionalidade na relação contratual são necessárias para justificar a revisão.
  • Antes de ingressar na via judicial, recomenda-se buscar soluções extrajudiciais.

O que é uma ação de revisão ou rescisão de contrato imobiliário?

Uma ação de revisão contratual ou rescisão de contrato imobiliário é um processo legal. O objetivo é mudar ou finalizar um acordo imobiliário para atender às exigências legais e equitativas das partes envolvidas. Isso pode envolver mudanças em certas cláusulas ou até mesmo a anulação do contrato.

Fatores como não pagamento, crises econômicas, ou discordâncias sobre o contrato podem levar a essas ações. A legislação exige que os pedidos iniciais em ações revisionais sejam bem detalhados. Isso está estabelecido no artigo 330 do Código de Processo Civil.

Motivos como a pandemia de COVID-19, guerras, ou grandes alterações nas políticas econômicas podem justificar a revisão ou rescisão de contratos. Cenários de vantagem injusta ou encargos excessivos também são motivos para revisão. As leis relevantes são encontradas no Código Civil (Artigos 478 e 479) e no Código de Defesa do Consumidor (Artigo 6, V).

SituaçãoBase LegalConsequências
Pandemias, guerrasCódigo Civil, Artigos 478 e 479Possibilidade de revisão dos termos contratuais
Onerosidade excessivaCódigo de Defesa do Consumidor, Artigo 6, VRescisão ou modificação dos termos
Lei da Incorporação ImobiliáriaLei 4.591/1964, artigo 33Direito de arrependimento pelo incorporador em 180 dias
Lei dos DistratosLei 13.786/2018, artigo 67-AArrependimento unilateral pelo adquirente em 7 dias

Condições legais para revisão e rescisão de contrato imobiliário

Para alterar ou encerrar um contrato de imóvel, é preciso seguir as leis. As normas do Código Civil e do Código de Defesa do Consumidor (CDC) são essenciais. Elas indicam quando é possível mudar ou finalizar estes contratos.

condições legais de rescisão

Se algo grande e inesperado acontecer, afetando o contrato, a revisão pode ser uma opção. Coisas como crises ou pandemias são exemplos. Nesse caso, falar com um especialista em contratos é uma boa ideia.

A rescisão do contrato pode acontecer por falta de pagamento ou se algo prometido não for cumprido. Também pode ser necessário se o imóvel tiver problemas sérios não vistos antes. Geralmente, é preciso avisar com 30 dias de antecedência. A rescisão pode ser acordada por ambas as partes ou decidida por apenas uma.

Base LegalAplicabilidade
Código Civil Art. 478Eventos imprevisíveis e onerosidade excessiva
Código de Defesa do Consumidor Art. 6-VEquilíbrio nas relações de consumo
Lei 13.786/2018Regras específicas para contratos imobiliários
Princípio da boa-féConduta leal e justa entre as partes

O comprador de imóvel pode pedir ajuda legal especializada em caso de problemas. Isso é útil quando não cumprem o prometido no contrato. Respeitar a justiça e a igualdade é crucial.

Leis como o Código Civil e o CDC ajudam a ajustar contratos se algo inesperado afetar o acordo. Situações como desastres ou perda grande de dinheiro entram nessa categoria. Outras leis e propostas, como a Lei 13.786/2018 e a PL 1179/2020, também dão suporte em casos de consumo.

Como a Lei 13.786/2018 afeta a revisão e rescisão de contratos imobiliários

A Lei 13.786/2018, chamada Lei dos Distratos, mudou bastante o direito imobiliário atualizado. Agora, as regras para cancelar contratos estão mais claras. Isso inclui a criação de um Quadro-Resumo, que detalha as regras do contrato e as consequências do seu cancelamento.

Quem compra imóvel e sofre atraso na entrega de mais de 180 dias pode pedir o dinheiro de volta, corrigido pela inflação. E devem receber o que sobrou dentro de 180 dias após cancelar o contrato. Essas regras protegem mais quem compra, dando segurança jurídica.

A nova legislação de contratos imobiliários diz que as multas devem ser justas para todos. Os compradores ganharam 180 dias de carência se a construção atrasar, mas não há tempo definido para terrenos. Isso influencia quando se pode desistir do contrato.

Ao cancelar, o reembolso deve ser feito em até 30 dias, para prédios, ou em 12 vezes, para terrenos. Se alguém descumprir as regras, como pagar multas, é bem sério. Para entender melhor, veja Lei do Distrato Imobiliário.

AspectoDetalhes
Reembolso por AtrasoValor total corrigido com inflação
Prazo para Saldo RemanescenteAté 180 dias após rescisão
PenalidadesRazoáveis e proporcionais
Quadro-ResumoObrigatório para maior transparência
Período de Carência180 dias para incorporações
Condições de Reembolso30 dias após revenda ou 12 parcelas mensais

A Lei 13.786/2018 melhorou muito o direito imobiliário atualizado. Tornou as negociações de imóveis mais justas e previsíveis para todos.

Conclusão

Revisar e terminar contratos imobiliários de modo correto é essencial. Isso protege quem vende e quem compra. No Brasil, as regras são claras, especialmente com a Lei 13.786/2018. Essa lei ajuda a tornar tudo mais seguro e justo nos contratos imobiliários. Ela faz com que as práticas nesse mercado sejam melhores, o que leva a um ambiente mais estável.

Quando se faz um contrato, contar com ajuda legal é muito importante. Os especialistas sabem como lidar com cada situação. Isso inclui mudar o contrato, se necessário, ou até terminá-lo por diversos motivos, como problemas em cumpri-lo ou mudanças que o tornem injusto.

Entender quando uma situação é imprevisível ou demais para ser aceita é crucial. Manter registros dos motivos para terminar um contrato pode evitar problemas judiciais. Usar programas para gerenciar contratos ajuda bastante. Além disso, agir de forma estratégica e buscar um acordo pode ser bom para todos. Isso mantém a relação saudável e minimiza problemas futuros.

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