As cobranças abusivas em condomínios são um problema comum que muitos condôminos enfrentam. Felizmente, existem medidas legais disponíveis para proteger seus interesses e evitar pagamentos injustos. Este artigo irá explorar os seus direitos como consumidor, as leis que regulamentam as cobranças de condomínios e as diferentes formas de agir contra práticas cobranças indevidas e abusivas.

Principais pontos de aprendizado
- As cobranças de juros moratórios em condomínios devem seguir os limites legais estabelecidos.
- É possível contestar práticas de cobrança abusiva, como taxas excessivas e dívidas indevidas.
- Existem opções de recorrer ao Procon e à justiça para proteger seus direitos como consumidor.
- A negociação e acordos amigáveis podem ser caminhos para resolver cobranças ilegais e dívidas prescritas.
- Consultar um advogado especializado é recomendado para garantir a proteção dos seus direitos.
O que é considerado cobrança abusiva de juros em condomínio?
De acordo com a legislação brasileira, os condomínios têm limites claros para a cobrança de juros moratórios por atraso no pagamento das taxas condominiais. O Código Civil estabelece que os juros não podem exceder 1% ao mês, a menos que haja uma cláusula específica na convenção do condomínio aprovando uma taxa diferente. Além disso, a Lei da Usura proíbe a cobrança de juros superiores ao dobro da taxa SELIC. Portanto, é considerada abusiva qualquer cobrança que ultrapasse esses limites legais.
Cobranças indevidas e abusivas: Exemplos e limites
Existem diversas situações que podem caracterizar uma cobrança abusiva de juros em condomínios. Por exemplo, se o condomínio cobrar uma taxa de juros fixa de 2% ao mês, mesmo que não haja previsão na convenção, isso seria considerado abusivo. Outro exemplo é a cobrança de juros com base na taxa SELIC mais correção monetária, pois a jurisprudência entende que a taxa SELIC já engloba a expectativa de inflação, tornando a cobrança adicional de correção indevida. Os condôminos também não podem ser cobrados por juros de dívidas prescritas, ou seja, aquelas com mais de 5 anos de atraso.
“A repetição do pagamento indevido, no valor do dobro do excesso pago, exige a demonstração da má-fé da parte que cobrou o valor indevido.”
Para reduzir taxas de juros consideradas abusivas, é possível buscar uma Ação Revisional de Juros através da Justiça Comum ou do Procon, sendo a legislação voltada para a proteção do consumidor considerado parte mais vulnerável nas relações contratuais.
Medidas legais contra cobranças abusivas em condomínio
Caso o condomínio se depare com uma cobrança abusiva, a primeira medida é recorrer ao Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor). Isso porque, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), os condomínios são equiparados a consumidores e, portanto, têm o direito de serem protegidos contra práticas abusivas. O CDC prevê que os condomínios, enquanto tomadores de serviços ou adquirentes de produtos, são vulneráveis e hipossuficientes em relação aos fornecedores, o que lhes garante benefícios como a inversão do ônus da prova.
Negociação e acordo amigável
Antes de partir para uma ação judicial, o ideal é tentar uma solução negociada e amigável com o fornecedor que está cobrando de forma abusiva. Muitas vezes, um diálogo direto com a empresa, apresentando os argumentos legais e documentos comprobatórios, pode levar a um acordo satisfatório para ambas as partes, evitando um processo longo e custoso.
Ação judicial contra o condomínio
Caso a negociação amigável não obtenha sucesso, o condomínio pode ingressar com uma ação judicial contra o fornecedor. Com base no CDC, o condomínio poderá pleitear a rescisão contratual e a indenização por eventuais prejuízos decorrentes da cobrança abusiva. O advogado do condomínio deve estar preparado com toda a documentação comprobatória, como a convenção, atas de assembleia, boletos e histórico de cobranças.

As pessoas também perguntam:
Como entrar com processo contra condomínio?
Para processar um condomínio, é necessário primeiramente tentar uma solução amigável, seja por meio de reunião ou assembleia. Caso não seja possível, reúna provas como documentos e comunicados relacionados ao problema. Em seguida, consulte um advogado especializado em direito condominial, que irá avaliar se a ação é viável e orientá-lo sobre como proceder. O advogado pode ingressar com a ação judicial apropriada, seja de cobrança ou reparação de danos, conforme o caso. Durante o processo, o advogado irá acompanhar cada etapa, até a resolução do litígio.
Como saber se o valor do condomínio é abusivo?
Para saber se o valor do condomínio é abusivo, é importante analisar diversos fatores. Verifique se o valor está de acordo com o que é estabelecido pelo orçamento do condomínio e se as taxas cobrem despesas realmente necessárias, como manutenção, segurança e limpeza. Compare com valores de condomínios semelhantes na região. Além disso, o valor do condomínio deve ser aprovado em assembleia, e qualquer aumento deve ser justificado. Caso haja suspeita de cobrança abusiva, consulte um advogado especializado em direito condominial para verificar a legalidade e possíveis ações.
Quem responde judicialmente pelo condomínio?
O síndico é a pessoa responsável por representar o condomínio judicialmente. Ele tem a obrigação de cuidar da administração, tomar decisões sobre as questões do dia a dia, como manutenções e pagamentos, e, caso necessário, atuar em processos judiciais. Se o síndico agir de forma negligente ou prejudicial aos interesses do condomínio, ele pode ser responsabilizado pessoalmente. Além disso, dependendo da situação, o conselho fiscal do condomínio ou até os condôminos podem ter papel relevante em ações judiciais que envolvam o condomínio.
Como contestar valor de condomínio?
Para contestar o valor do condomínio, você pode começar verificando o regimento interno e a convenção do condomínio, que determinam as regras sobre cobrança. Caso o aumento seja significativo, solicite uma reunião com o síndico ou a administradora para entender as razões por trás do ajuste. É importante também pedir uma prestação de contas detalhada para verificar se os custos realmente justificam o aumento. Se o aumento não foi aprovado corretamente em assembleia, você pode contestá-lo. Caso a situação não seja resolvida, procure a orientação de um advogado especializado em direito imobiliário para avaliar as ações legais possíveis.
O que diz o artigo 1.348 do Código Civil?
O artigo 1.348 do Código Civil Brasileiro trata das atribuições do síndico do condomínio. Ele define que o síndico tem o poder e a responsabilidade de administrar o condomínio, representando-o ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente. O síndico deve, entre outras coisas, zelar pela conservação do edifício, cumprir e fazer cumprir a convenção do condomínio, convocar e presidir as assembleias, além de prestar contas dos recursos financeiros. Este artigo visa garantir que a gestão do condomínio seja eficiente, transparente e conforme as normas estabelecidas na convenção e regimento interno.
Conclusão
As cobranças abusivas em condomínios são um problema frequente, mas que podem ser combatidas com o amparo da legislação, especialmente do Código de Defesa do Consumidor. Conhecer os seus direitos e as medidas legais disponíveis, como a recorrência ao Procon e a possibilidade de ação judicial, é fundamental para que os síndicos e condôminos possam proteger o patrimônio da comunidade condominial. Com o apoio de um advogado especializado, é possível resolver de forma eficaz situações envolvendo cobranças indevidas e abusivas.
Ao identificar cobranças que excedem os valores previstos em contrato, os condôminos devem agir prontamente, documentando todas as transações e recorrendo aos órgãos competentes, como o Procon e o Poder Judiciário, se necessário. Dessa forma, é possível garantir a restituição dos valores indevidamente cobrados e evitar que tais práticas se repitam, fortalecendo a relação entre os moradores e a administração do condomínio.
Em resumo, os condôminos têm amparo legal para combater cobranças abusivas, cabendo a eles se informarem sobre seus direitos e estarem atentos aos valores e procedimentos adotados pela administração. Somente assim será possível manter a saúde financeira do condomínio e preservar o patrimônio de toda a comunidade.

Links de fontes
- https://blog.townsq.com.br/financeiro/cobranca-abusiva-de-juros/
- https://www.sindiconet.com.br/informese/abuso-de-direito-em-condominio-sindico-condominos-e-construtoras-para-moradores-leis-normas-e-regras
- https://www.suno.com.br/artigos/juros-abusivos/
- https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em-temas/jurisprudencia-em-detalhes/contratos-civis/cobranca-indevida-2013-necessidade-de-comprovacao-de-ma-fe-ou-abuso-de-direito-2013-devolucao-em-dobro
- https://vieirabraga.com.br/posso-questionar-taxas-de-condominio-abusivas/
- https://condominiosc.com.br/jornal-dos-condominios/gestao/5002-direitos-do-condominio-no-codigo-de-defesa-do-consumidor
- https://www.conjur.com.br/2019-out-27/decisoes-stj-mostram-regras-condominios/
- https://www.garrastazu.adv.br/cobrancas-indevidas-de-universidades-e-faculdades-seus-direitos-e-como-proceder
- https://www.migalhas.com.br/depeso/390378/ligacoes-e-mensagens-excessivas-de-cobranca-uma-analise-juridica
- https://exame.com/invest/minhas-financas/cobranca-indevida-saiba-quais-medidas-tomar/
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