O que é considerado doença ocupacional?

Infelizmente, o número de profissionais doentes no Brasil não para de crescer. Problemas como casos de depressão e Síndrome de Burnout têm se tornado cada vez mais comuns entre os trabalhadores, afetando mais de 30% da população economicamente ativa (PEA). Falar sobre as doenças ocupacionais que atingem os profissionais e conhecer mais sobre elas é essencial para a prevenção. Algumas confusões são comuns quando se trata de problemas de saúde envolvendo trabalhadores, como a diferença entre doenças do trabalho e doenças ocupacionais. Enquanto a doença do trabalho está mais relacionada ao ambiente, a doença ocupacional é causada por características da própria atividade profissional.

Advogado trabalhista

Principais pontos de aprendizado

  • Entender a diferença entre doenças do trabalho e doenças ocupacionais
  • Conhecer os principais tipos de doenças ocupacionais, como lesões por esforço repetitivo, distúrbios musculoesqueléticos, intoxicações ocupacionais e doenças respiratórias ocupacionais
  • Compreender a importância da prevenção e da saúde e segurança do trabalho para evitar estresse ocupacional e acidentes de trabalho
  • Estar ciente dos riscos ergonômicos e da exposição a agentes químicos que podem levar a doenças ocupacionais
  • Saber onde buscar ajuda especializada, como os serviços de Vieira Braga Advogados, para casos de doenças ocupacionais

Doenças ocupacionais: Entendendo a relação entre trabalho e saúde

As doenças ocupacionais, também conhecidas como doenças profissionais, são problemas de saúde diretamente relacionados às condições e características do trabalho que o indivíduo desempenha. Essas doenças podem ser causadas por fatores físicos, químicos, biológicos ou psicossociais presentes no ambiente laboral.

Definição de doença ocupacional

Uma doença ocupacional é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. Isso significa que a atividade laboral é a causa principal do desenvolvimento dessa enfermidade.

Exemplos de doenças ocupacionais comuns

  • Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT): problemas musculoesqueléticos causados por movimentos repetitivos e postura inadequada.
  • Pneumoconioses (como silicose e asbestose): doenças respiratórias causadas pela inalação de poeiras minerais.
  • Intoxicações ocupacionais: envenenamento por exposição a agentes químicos.
  • Doenças respiratórias ocupacionais: problemas pulmonares causados por agentes biológicos (vírus, bactérias, fungos).
  • Estresse ocupacional: distúrbios psicológicos e físicos relacionados a fatores como pressão por metas, assédio e sobrecarga de trabalho.

É importante que empregadores e trabalhadores estejam atentos aos riscos ergonômicos, exposição a agentes químicos e outros fatores de risco presentes no ambiente de trabalho, a fim de prevenir o desenvolvimento de doenças ocupacionais e promover a saúde e segurança do trabalho.

Doenças ocupacionais

“As doenças ocupacionais podem ser evitadas com a adoção de medidas de prevenção e proteção no local de trabalho.”

Contar com o apoio de profissionais especializados, como advogados da área de saúde e segurança do trabalho, pode ser essencial para entender os direitos e responsabilidades relacionados às doenças ocupacionais.

Fatores de risco e tipos de doenças ocupacionais

As doenças ocupacionais estão intimamente relacionadas aos riscos presentes nos ambientes de trabalho. Esses riscos podem ser classificados em diferentes categorias, como exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, além de fatores psicossociais que podem afetar a saúde dos trabalhadores.

Exposição a agentes físicos, químicos e biológicos

A exposição a riscos como ruído, vibrações, radiações, temperaturas extremas e ergonomia inadequada pode causar diversos problemas de saúde, como perda auditiva, doenças musculoesqueléticas, câncer e doenças pulmonares. Da mesma forma, a exposição a poeiras, gases, vapores e produtos químicos pode levar a intoxicações, doenças respiratórias, dermatoses e câncer. Já a exposição a vírus, bactérias, fungos, parasitas e outros microrganismos pode causar doenças infecciosas, alergias e outras doenças.

Fatores psicossociais e doenças psicossociais

Estresse, pressão por metas, assédio moral e sexual, longas jornadas de trabalho e falta de reconhecimento profissional podem levar a diversos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão, burnout e transtornos de pânico. Esses fatores psicossociais também podem contribuir para o desenvolvimento de doenças ocupacionais.

Doenças ocupacionais por profissão

Cada profissão possui seus próprios riscos e, consequentemente, doenças ocupacionais mais comuns. Trabalhadores da construção civil enfrentam riscos de exposição a poeiras, ruídos, vibrações e esforço físico intenso, podendo desenvolver LER/Dort, pneumoconioses, perda auditiva e problemas musculoesqueléticos. Já os trabalhadores da saúde correm riscos de exposição a agentes biológicos, produtos químicos e esforço mental, podendo adquirir doenças infecciosas, intoxicações e transtornos de saúde mental. Os professores podem desenvolver LER/Dort, transtornos de voz, doenças respiratórias e problemas de saúde mental devido a fatores como estresse e longas horas em pé.

Conclusão

As doenças ocupacionais representam um desafio significativo para a saúde e bem-estar dos trabalhadores, bem como para a produtividade e desempenho das empresas. Essas condições, que podem incluir lesões por esforço repetitivo, distúrbios musculoesqueléticos, intoxicações ocupacionais, doenças respiratórias ocupacionais e estresse ocupacional, têm um impacto profundo na vida dos trabalhadores e na economia como um todo.

Para enfrentar esse problema, é essencial que empresas, trabalhadores, sindicatos, órgãos governamentais e instituições de pesquisa, como a Vieira Braga Advogados, se unam em torno de ações que promovam a saúde e segurança do trabalho. Isso envolve a adoção de medidas preventivas, como a identificação e controle de riscos ergonômicos e exposição a agentes químicos, além de investimentos em programas de promoção da saúde e bem-estar dos trabalhadores.

Somente através de uma abordagem colaborativa e integrada, que envolva todos os atores-chave, será possível reduzir a incidência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, minimizando o sofrimento dos trabalhadores e os custos associados a esses eventos. Esse compromisso é fundamental para construir ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e produtivos, beneficiando tanto os trabalhadores quanto as empresas e a sociedade como um todo.

Padrão VieiraBraga

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